Deixai vir a mim as criançinhas!

Essa é a semana da criança e por isso não podia deixar de escrever um texto sobre as crianças e a igreja.

Como já disse em algum post, mas se não disse, então estou dizendo (rs), eu cresci na igreja. Fui em todos os cultinhos, participei das peças de Natal e de Páscoa, fiz presente no dia das mãe e no dia dos pais, e como não poderia ser diferente, quando sai do departamento infantil e fui liberada para assistir o culto, eu voltei, mas dessa vez como tia, e lá fiquei durante mais de 8 anos, agora estou aposentada sem tempo determinado.

Por isso já li, ouvi e conversei muito sobre esse tema… tenho experiência nos dois lados da causa, como tia e como aluna.

Para ser sincera passei muito tempo pensando como aquele tempo era bom, e como aproveitei pouco, hoje me questiono sobre o tema. Não estou aqui para falar mal de tios e tias, ainda mais porque já fui uma, e tenho muitas amigas que ainda são, mas sim para questionar o que estamos ensinado para as nossas crianças.

Comecei a me questionar sobre isso quando ainda trabalhava no ministério e comecei a usar o material que usaram na minha escola dominical, só que agora eu era grande, vivida, com algumas opiniões e com direito de me defender. Usei aquele livro uma ou duas vezes, e depois até desisti de abri-lo, eram muitas ameaças para uma criança de três anos, não tinha coragem de usar aquelas histórias. Comecei a rever e repensar os impactos que tudo aquilo teve na minha vida, e achei muitos buracos…

Na igreja eu ouvi falar sobre justiça e igualdade, mas os alunos que eram filhos de pastores ou de lideres (ou os maios bonitinhos) sempre tinham os melhores papeis e se destacavam mais nas peças de natal, o resto era resto.

Ouvi falar sobre amor, mas a música cantada falava “cuidado olinho com o que vê” porque Deus esta sempre ai para pegar você!

Aprendi que Jesus não liga para o que fazemos, ele nos ama pelo o que somos, e ainda por cima, aprendi que Deus veio para os fracos, mas quem ganham os prêmios dos concursos são sempre os melhores.

Eu aprendia sobre a paz que Jesus nos da, mas as histórias falavam o contrario, falavam do pecado e suas conseqüências e isso trazia medo; falava que tinha Barbie, via TV e gostava da Xuxa ia para o inferno e isso não me trazia paz.

Aprendi que mentir era pecado, mas descobri que a tia do cultinho fazia leves alterações que não danificassem o conteúdo da história bíblica, e isso é o que?

Aprendi tanta coisa que não era real!

Hoje vejo pessoas se perguntando, porque as crianças da nossa igreja se desviam? Bom quando elas só perguntam isso esta bem, o duro é quando elas a julga por terem se desviado.

Uma boa resposta talvez seja: deixai vir a mim as criançinhas!

By Mari Herman


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Construindo…

Meus pais estão construindo uma casa no interior de São Paulo, como muitos já sabem, mas o que muitos não sabem, é que, eles não estão construindo uma casa, mas sim uma comunidade. Uma comunidade? Sim, é mesmo, uma comunidade!

Ha algumas semanas atrás vi a minha mãe confessar que ela estava se divertindo em fazer parte da vida das pessoas, que estavam participando da obra, mais do que qualquer outra coisa. Ela se divertia imaginando o que mais ela poderia fazer para alegrar e abençoar aquelas pessoas, por isso não estávamos mais construindo uma casa, mas um lar com várias pessoas, de vários lugares.

Eu mesmo distante da obra me vi levar uma historia para quem não podia ler, e não imaginava que um dia poderia então fazer parte de uma. É, um dos pedreiros não sabe ler, mas num dia desses meu pai leu para ele o texto que eu escrevi sobre a construção, ele ficou emocionado, ao ver que fazia parte de algo. Ele que não tinha ido a escola, a mãe tinha-o abandonado ainda infância, e seu pai era um alcoólatra e o espancou a vida toda. Ele, ele mesmo, ele que não tinha passado, que achava que não teria futuro, estava agora marcado em palavras na historia, e assim construímos não uma casa, mas sua dignidade.

Meu pai esta para se candidatar prefeito da cidade, brincadeiras a parte, bem que podia. Eu ando com ele pela cidade e ele cumprimenta todo mundo, ele combina de andar de bicicleta com o cara da loja de material de construção, passa horas conversando com o pedreiro e virou amigo do empreiteiro, da família do empreiteiro, do cara que vende madeira, do cara que vende pedra, do veterinário da cachorra. Meu pai não esta construindo uma casa, mas relacionamentos.

Quando comentava com as pessoas que meus pais estavam construindo uma casa, todos me falavam “Cuidado! Construir uma casa da tanto trabalho que os casais acabam se separando…” só depois percebi que as pessoas falavam isso porque eu estava me expressando mal, meus pais não estão construindo uma casa, estão construindo um lar com dignidade rodeado de amigos, e fundamentado no amor.

E porque nós conseguimos construir isso? Porque somos melhores? Repletos de sabedoria? Anjos celestiais? Não! Conseguimos por causa da graça, porque Cristo nos deu essa oportunidade no tempo certo e porque aproveitamos o cotidiano o dia a dia para construir isso.

Noé não construiu a arca do dia para noite… poderia tê-lo feito? Sim, mas o fato de não fazê-lo, se chama amor… Deus deu a oportunidade para que todos acompanhassem essa obra, para que vissem a dedicação de Noé, para que ele e seus filhos pudessem ter tempo para tratar e serrem tratados, amor. Esse amor ficou estampado de forma colorida e alegre nos céus, até hoje.

By Mari Herman


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O inferno da solidão

“Se amar outras pessoas é uma espécie de paraíso, então certamente o isolamento é uma espécie de inferno e, nesse sentido, aqui na Terra decidimos em que estado queremos viver.”(Donald Miller em Como os pinguins me ajudaram a entender Deus)

Estou lendo este livro do Don, como ele mesmo se apelida. Sinto-me lendo um livro de criança, pois são conceitos tão básicos da vida cristã, expostos de uma maneira tão simples, que tocam a minha alma e o meu coração no mais profundo.

A Bíblia diz “Como é bom e agradável quando os irmãos vivem em união!” (Salmos 133:1). Esse versículo não fala sobre ir à igreja, nem em frequentar estudos bíblicos, ou mesmo sobre passar feriados prolongados em acampamentos cristãos, fala sobre como é bom viver em união. Podemos estar em vários lugares como os citados acima, rodeados de pessoas, porém sozinhos, isolados. Viver em união é compartilhar momentos, dividir tristezas e multiplicar alegrias.

No livro, Don, faz uma analogia sobre o inferno. Ele conta sobre um astronauta em um traje espacial que o alimenta e o mantém limpo, mantendo o vivo mesmo fora da espaçonave, até que um dia essa nave sofre uma pane e explode. Ele permanece vivo, graças ao seu traje e fica a espera de um resgate, porém este nunca vem. Ele fica em orbita durante anos, solitário, louco, e acaba morrendo sufocado por seu cabelo e barba.

Bizarro não? Nunca vi uma analogia melhor sobre o inferno, solidão total, sem Deus, sem ninguém, sem resgate, uma casca humana, um vazio em meio ao enorme espaço.

Apavorante não? Sombrio correto? Então porque nos isolamos cada vez mais? Por quê?

By Mari Herman


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Do outro lado do muro, do outro lado do amor

Sempre morei em apartamento, o que para uma criança não é nada divertido, mas graça a Deus eu passava as minhas férias em Serra Negra, o que me permitiu ter um pouco mais de aventuras.

Quando eu era pequena, eu e meu pai saiamos pelo mato e fingíamos ser o Indiana Jones, tenho recordações engraçadas dessas aventuras. Me lembro que uma vez nós entramos em um terreno que tinha uma casa abandona e de repente de dentro dela saíram voando vários urubus ou gaviões, não me lembro ao certo, mas me lembro que todos saímos correndo, e depois disso eu encarei o resto da viagem com coragem enquanto meu primo chorava e miava, morrendo de medo, rs. Tenho que contar isso, pois foi muito divertido

Eram muito bons esses passeios de Indiana Jones, sempre voltamos cheios de histórias para casa.

Anos se passaram e voltei a sentir essa sensação na minha viagem a Nova Iorque, a sensação de descobrir o mundo, de perceber que não estamos sós, mas que do outro lado do mundo existe vida, é fantástico, não tenho como descrever essa sensação em palavras.

Conheci tanta gente, tanta cultura, tanta beleza, e fiquei imaginando o meu tamanho nesse espaço que chamamos de mundo, a minha importância no meio de tanta gente.

Acho paradoxal, mas só quando conhecemos a imensidão do mundo podemos entender quanto Deus nos ama, vemos que somos tão pequenos e ainda assim ele nos ama tanto! Estamos tão acostumados a nos fecharmos no nosso mundo, na nossa casa, na nossa igreja e ai achamos que entendemos o amor de Deus, e achamos que temos o direito de fazer exigências… mas quando vemos quando grande é o mundo, até onde se estende o campo do outro lado do muro, ai sim, entendemos o quanto Deus nos ama e nos amou.

Olhando por esse prisma, vejo aquele versículo “Ide por todo mundo, e pregai o evangelho a toda criatura” Mc 16-15 com outros olhos, vejo-o como um convite ao amor, vejo-o como um convite para amar e ser amado. Para amar precisamos nos expor, e isso é arriscado, mas quanto isso não tenho dúvidas, sofrimentos virão, mas vale apena se arriscar pelo amor…

Vale apena abrir a sua porta, olhar para o outro lado do muro e ver se tem alguém do outro lado, esperado para encontrar o amor.

By Mari Herman


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Meus Sapatos

Eu amo sapatos, amo sapatos de todos os tipos, coloridos, lisos, discretos… eu teria um armário de sapatos, mas meu quarto não comporta esse tipo de loucuras.

Me lembro que quando eu era pequena gostava de pegar os sapatos do meu pai e sair pela casa… eles eram divertidos, como ficavam bem folgados no pé eles balançavam de um lado para o outro, e isso tornava uma pequena caminhada um desafio, ainda mais porque eles eram extremamente pesados…

Hoje em dia a minha mania é de sapatos apertados… é… pouca gente sabe, mas eu tenho um pé bem fino, por isso se eu compro os sapatos do tamanho certo para que todos os dedos fiquem bem acomodados, o sapato acaba ficando muito largo o que fica esteticamente horrível e impossível de usar, por isso na maioria das vezes eu acabo usando sapatos que apertam um pouco os dedos do pé.

Nas ultimas semanas andei de mais (como vocês perceberam andei um pouco ausente nas ultimas semanas, porque estava de férias, e realmente me desconectei totalmente de tudo) eu estava de férias e andava o tempo todo, e eu com a mania de sapatos apertados acabei sofrendo muito, muito mesmo…

E toda essa história de sapatos largos e apertados me lembraram uma analogia que eu ouvi na minha primeira dinâmica de emprego, quando ainda estava procurando o meu primeiro estágio. O responsável do RH falou uma frase que me marcou muito, ele disse o seguinte “emprego é que nem sapato, existe sempre um certo para você, por isso não tente ser quem você não é em uma entrevista, pois se não o sapato pode ficar largo demais, ou pode ficar apertado, o que é ainda pior”.

De verdade, levei essa frase pra vida! Eu que amo analogias, e portanto me apaixonei por essa aqui!

Muitas vezes tentamos ser quem não somos para conquistar uma pessoa, ou um emprego, para convencer alguém de que somos bons, ou até mesmo para atingir um ministério, mas Deus não nos fez para sermos imitadores uns dos outros, mas sim imitadores de Cristo, para sermos autênticos, verdadeiros, para sermos nós mesmos.

Cada dia mais, quero ser quem eu fui feita para ser, porque entendi que existe paz e conforto quando uso os sapatos que devo usar.

“Vinde a mim, todos os que estai cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” Mt 11: 28-29

By Mari Herman


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Descascando e Descansando

Uma história de como descascar frutas me fez aprender a descansar.

Quando eu era pequena costumava me sentar no poço que tem na casa do meu avô em Serra Negra e comer as mexericas que o meu bisavô descascava.

Apesar de ter apensas 4 anos na época eu me lembro bem daqueles momentos, e do quanto eles traziam alegria no meu coração.

Lembro que ele comia quase um saco de mexerica em quanto eu comia umas 3, eu acho. Ao mesmo tempo em que ele descascava as mexericas ele me contava histórias e aquilo fazia a o tempo voar e uma tarde passava em alguns minutos, mas esses simples momentos que passamos juntos foram capazes de me marcar para sempre.

Naquela época eu não ficava ansiosa com o tempo que se leva para descascar uma fruta e nem me dava ao trabalho de fazê-lo, simplesmente apreciava o momento, enquanto ele descasava uma inteira para si, e eu ganhava apenas um gomo e assim íamos uma mexerica para ele um gomo para mim.

Anos e anos se passaram, e um dia eu estava na cozinha tentando arrancar a casca de uma lichia, mas não sei por que ela escapava pela mão, meu pai apareceu e pedi a ele que descascasse ela para mim, ele tirou a primeira pontinha e eu comecei a falar enlouquecida “me passa, me passa, deixa que agora eu continuo” meu pai olhou para mim e disse “calma agora eu comecei deixa que eu acabo”.

Muitas vezes somos assim com Deus, entregamos algo para ele que não conseguimos fazer, uma doença, uma escolha, um período da vida, mas ficamos tão ansiosos que não agüentamos, queremos arrancar das mãos deles e resolvermos por nós mesmo, pensamos o pior já passou, agora deixa que eu continuo, mas o recado de Deus para nós é “Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele o fará”(Sl 37:5).

By Mari Herman


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A base da fé

Seria a fé a base do amor ou o amor base da fé? Em 1 Coríntios 13 Paulo fala que o amor Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” e por acaso este não teria alguma semelhança com a fé?

Sempre que passo por uma construção fico tentada a olhar para dentro e ver como as coisas estão indo (acho que eu devia ter feito arquitetura, rs), e algumas semanas eu tive o prazer de acompanhar uma obra de cima.

No meu caminho para o trabalho eu passo pela Ponte Estaiada, na Marginal, e bem do lado dela estão construindo um prédio enorme, acompanhei a fundação dele e a construção da garagem, agora acho que já estão no quarto andar, e para ser sincera a obra perdeu a graça para mim, pois eu gostava mesmo era de ficar vendo como eles montavam a fundação, aquilo que normalmente não vemos quando o prédio já esta pronto.

Meu pai esta construindo uma casa no terreno que ficava a casa do meu avó no interior e toda semana ele vai lá para acompanhar a construção, ele já se emocionou ao ver a base, eu não entendi nada, mas ele entrava onde seriam os cômodos e falava, “essa linha é a cozinha, esta é a o quarto ali é a sala” e assim eu, meu pai, a família e os cachoros passeamos pela primeira vez em cada um dos cômodos.

A base, aquilo que vai sustentar tudo, que mostra o caminho por onde as paredes irão subir e nos dão uma perspectiva de como as coisas serão no futuro e sustenta-o para que ele não desapareça.

Paulo enaltece o amor acima de tudo, e não é a toa, o amor é a base, o fundamento. Você precisa de fé? Procure o amor de Deus, você precisa de amor, cave até achar a Rocha que é Cristo, a fonte de todo o amor.

Cristo é a maior prova de que o Amor é base da fé, ele morreu porque creu que iria ressuscitar ao terceiro dia e que nesse dia a morte estaria vencida, mas fez isso porque amou.

Então seria o amor a base da fé e Cristo a base do amor. Por isso plante suas colunas em Cristo e em seu amor para que a sua fé cresça, se firme e dê as perspectivas do futuro que está para nascer.

 By Mari Herman


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Jesus apaga a luz!

Para que em dias de escuridão possamos ver um pouco de alegria!

“No dia da prosperidade goza do bem, mas no dia da adversidade considera; porque também Deus fez a este em oposição àquele, para que o homem nada descubra do que há de vir depois dele.” (Eclesiastes 7:14)

Em alguns momentos da vida passamos por dificuldades que não conseguimos entender, por exemplo, até semana passada eu tinha sérias dificuldades em ler na cama, ou escrever durante a noite porque meu abajur estava com a luz queimada, era uma coisa pequena, corriqueira, do dia a dia, mas me irritava com frequência quando eu precisava ver algo em meu quarto durante a noite… Até que um dia, ela foi motivo de inspiração para um texto, ao invés de ser um empecilho como costumava ser.

A vida é assim; nos esbarramos com fatos que não gostamos, com momentos de escuridão que não queremos e e com dificuldades cotianas e elas nos levam para lugares novos que Deus tem planejado.

Tenho pensado muito nos caminhos de Deus, pois eles sempre nos surpreendem. Em seu caminho tristezas e amolações podem se transformar em motivo de grande alegria, pois Deus fez tanto o dia bom quanto o dia mal para nos dar um fim que não conhecemos.

A 6 anos atrás a minha avó faleceu e por mais que não tenhamos falado isso em voz alta, na época todos nós pensamos por um momento que aquilo era injusto. Na minha cabeça pelo menos, quem deveria ter ido primeiro era meu avó, ele já tinha impedido a minha avó de viajar, ir a restaurantes e aproveitar a vida, ele vivia no mundinho dele e se limitava a comer somente a comida da minha avó, comparecer a eventos familiares e assistir TV durante eles.

Essa era minha visão da vida….

Seis anos mais tarde, agora meu avô também se foi, e agora, somente agora eu agradeço a Deus por ele ter ido depois, não porque eu amasse menos a minha avó ou coisa assim, mas sim porque nesse tempo pude conhecer um novo avô mais alegre, mais feliz, mais companheiro e mais amigo. Agradeço a Deus por este novo tempo que tivemos juntos e por essa nova chance que ele teve para viver a vida, agradeço também porque Deus é sábio e até em momentos tristes podemos ver que ele faz tudo perfeito.

Bjs de uma neta que ama e amou muito seus avós, que ama muito seus pais, ama muito seus amigos e agradece a Deus por cada um que conhece e por cada dia de luta e alegria que vive e já viveu.

 By Mari Herman


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Onde esta o ser humano?

Ser humano. Uma ação em falta, e uma espécie em extinção na igreja.

Me pergunto a onde pretendemos chegar com as nossas posturas, e tento entender onde, e quando será o fim disso? Estou acostumada a ouvir, “Fulano é um cara de Deus”. Sempre me pergunto o que as pessoas querem dizer com essa afirmação, o que elas estão dizendo com isso? Sinceramente não consigo entender. O que essa pessoa em questão tem a mais, que as outras não tem? Não somos por ventura todos nos criaturas de Deus? Ou as outras pessoas que não fazem parte do clube dos “caras de Deus” são extraterrestres?

Fico realmente tentando entender o que diferencia um grupo do outro se somos todos pecadores e dependes da misericórdia de Deus? E ainda mais, quem nos estabeleceu como juízes? Quem nos deu autoridade para dizer que alguém é de Deus, e outro alguém não?

Por outro lado, vejo pessoas sendo expostas e reveladas perante a igreja e a sociedade por causa de seus pecados. Interessante, se aprendi no cultinho que não existe nem pecadinho nem pecadão porque o pecado de uns é tão exposto e massacrado, e o dos outros não? Porque uns são encarados como pecadores ou problemáticos? Porque alguns pecados são considerados maiores, e outros menores?

Outra vez me pergunto: quem nos colocou em condição de juiz? Quem nos deu autoridade para julgar que pecado é maior, quem pecou mais e quem é mais pecador?

É, vejo “homens de Deus” e “pecadores” quem sobra nesse limbo? Aqueles que vão para para purgatório? Abominamos os católicos por sua criações anti bíblicas, mas não estaríamos sendo nós iguais?

No final de todas essas perguntas ainda me pergunto: a onde esta o ser humano? Aquele que peca, erra, mas ainda assim Deus o ama? A onde esta o ser humano que não é perfeito, mas que simplesmente a graça lhe basta?

By Mari Herman


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No Limite

Quantas vezes você já ouviu as seguintes perguntas. Se é pecado beber? Se é pecado fazer sexo? Se é pecado se divorciar? Se é pecado namorar? Se é pecado fazer tatuagem? E tantos e tantos outros “SE”…

Quantas respostas você já ouviu para cada uma dessas perguntas?

Ontem um rapaz veio me dizer que não queria ir à igreja, pois teria que fazer sexo somente após o casamento. E eu respondi a ele para que deixa-se aquilo de lado e fosse na igreja, e que essa questão ele resolveria depois.

O que me chamou a atenção nessa simples conversa, foi o fato de que há uns anos atrás eu responderia esse pergunta de uma maneira bem diferente, seria algo como “é verdade, você só pode fazer sexo depois do casamento”.

Qual a diferença entre ambas as respostas?

A resposta antiga é simples, mas no fundo ela é terrível. Traduzindo seria algo como “é verdade, você terá que deixar esse pecado, mas já que você o ama tanto, fique ai com ele”.

Perguntas como essas nos trazem duas opções. Ou concordamos e logo condenamos, tentando convencer a pessoa do pecado com os nossos próprios argumentos, e assim nos esquecendo de que quem convence do pecado, da justiça e do juízo é o Espírito Santo através de Jesus Cristo. Ou deixamos esse pequeno detalhe de lado e deixamos que o Espírito Santo faça a obra dele.

Em João 8 Jesus ensina uma mulher sobre o pecado do adultério, mas diferente do que os Fariseus esperavam ele não a apedreja e nem a condena, mas muito mais que isso, ele a ama.

Pensando nisso vejo que a igreja a atual tem vivido NO LIMITE. No limite de até onde eu posso, no limite do que eu posso ou eu não posso fazer, no limite do que é certo e do que é errado, no limite de até onde isso é ou não é pecado.

Foi isso que Jesus realmente veio pregar na terra? Ele veio falar sobre o que podemos fazer e até onde podemos ir?

Não! Definitivamente não!

Ele nos trouxe um novo mandamento e é somente ele que eu quero seguir:

“Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. Com isso todos saberão que vocês são meus discípulos, se vocês se amarem uns aos outros”. (João 13:34)

By Mari Herman


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